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Cemig pode ter o 2º maior reajuste tarifário do país

Os clientes da Cemig conhecerão nesta terça-feira (22) a nova tarifa de energia da companhia, provavelmente 25,8% mais cara. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vai oficializar o aumento, que passa a valer no dia 28, ao longo do dia. Sendo esse índice, seria o segundo maior reajuste do país, perdendo apenas para o da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), que deve ser de 37,36%.

Todo o ano, a Aneel concede reajustes para as energéticas com base em seus custos de produção, remuneração dos acionistas e valores da energia gerada. No ano passado, por exemplo, a Cemig teve redução de 10,6%, em média. A cada cinco anos, a agência faz uma revisão mais abrangente, considerando custos e investimentos de longo prazo. É o que acontece agora.

O reajuste a ser anunciado nesta terça-feira (22) traz uma carga de custos totalmente afetada pela forte estiagem entre 2014 e meados do ano passado. Nesse período, o uso de termelétricas no país foi recorrente. A produção dessa energia é mais cara, pois as térmicas utilizam insumos de custo maior, como diesel e gás natural. Por isso, o reajuste previsto a ser anunciado nesta terça-feira chega a 25,8%. “Os custos não gerenciáveis, como a produção de energia com as térmicas, representam 21,89 (pontos percentuais) desse aumento a ser concedido pela Aneel”, informa Thiago de Azevedo Camargo, diretor de Relações Institucionais e Comunicação da Cemig.

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Mas o anúncio desta terça-feira pode trazer surpresas, como explica Giordano Bruno Matos, gerente de tarifas da empresa. Segundo ele, como choveu bem no fim do ano passado e no início deste ano, a Aneel pode considerar isso na composição tarifária. “Mas a palavra final é da agência”, disse. Ele também acredita em reajuste negativo no ano que vem. Basta, para isso, chover muito e o nível dos reservatórios das hidrelétricas ficar alto.

Bandeiras. O reajuste só não será maior por causa da política de bandeira tarifária, uma taxa extra que a Aneel cobra de todos os consumidores do país de acordo com a utilização das térmicas. Essa taxa conseguiu pagar apenas cerca de 50% dos custos com a energia mais cara das usinas. Em 2017, a bandeira tarifária arrecadou R$ 6,14 bilhões em todo o país. Neste mês, está em vigor a bandeira amarela, que tem taxa de R$ 2 a cada kW/h consumido. Mesmo com a bandeira tarifária, a Cemig fechou o ano passado com déficit de R$ 470 milhões por causa da compra de energia das térmicas.

Críticas ao modelo. Thiago Camargo criticou o modelo de reajuste tarifário da Aneel. Segundo ele, a Cemig conseguiu uma economia de 23% de 2015 para cá com ações como redução do quadro funcional e redução do número de cadeiras no Conselho de Administração. Mas, segundo ele, esses ganhos financeiros não são considerados na revisão da agência. Camargo também destacou que a Cemig investiu R$ 5 bilhões nos últimos cinco anos e conquistou 300 mil clientes novos no período.

Composição

Composição dos 25,8% propostos pela Aneel:

Compra de energia no mercado, incluindo das térmicas: 12,6 pontos percentuais (p.p.)

Encargos setoriais: 7,8 p.p.

Custos gerenciáveis, como folha de pagamento: 4,1 p.p.

Outros: 1,3 p.p.

Fonte:O Tempo


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