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Como “menores” assassinos são tratados pela justiça fora do Brasil?

Em países bem mais desenvolvidos do que o Brasil a lei é rigorosa e a ONU não interfere na lei

É triste e impactante saber de crimes cometidos por crianças e adolescentes. Recentemente, vimos um caso aqui mesmo no Brasil, no qual um garoto de 13 anos é suspeito de matar a família toda. Esse perfil de assassino já foi registrado ao longo dos anos em várias partes do mundo — inocência e sonhos foram esmagados por uma realidade macabra, sendo substituídos por condenação em tribunais e populações inteiras horrorizadas.

Pessoas no começo da vida, com menos de 15 anos, fizeram parte desses crimes envolvendo atos perturbadores, que dificilmente imaginamos terem sido cometidos por alguém nessa faixa etária. Infelizmente, esses casos têm acontecido, sendo que o estopim para uma criança cometer um crime vai de bullying na escola a transtornos de comportamento ou mesmo nenhum motivo aparente. Confira abaixo alguns desses jovens assassinos e os anos dos crimes.

Jon Venables e Robert Thompson – fevereiro de 1993

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Jon Venables e Robert Thompson, ambos com 10 anos, foram os responsáveis pelo assassinato de uma criança de dois anos de idade em fevereiro de 1993. Por um segundo deixado na porta de um açougue onde sua mãe fazia compras, o garotinho Robert foi levado pelos dois meninos maiores que estavam matando aula pelo local.

Eles levaram a criança pequena para um lugar a três quilômetros do local do sequestro, onde jogaram tinta azul no olho do garotinho e o espancaram, deixando-o em um trilho de trem até a morte. Imagens de câmeras do bairro de onde a criança pequena foi levada mostraram os garotos com ele. Depois, a polícia encontrou vestígios da mesma tinta azul encontrada no corpo.

Os dois meninos de 10 anos ficaram sob custódia da justiça até os 18 anos, quando foram libertados sob sentença em 2001. Em 2010, Venables voltou para a prisão por violar os termos da sentença. O caso abriu um debate sobre as condenações de crianças criminosas na Inglaterra.

George Stinney – março de 1944

Em 16 de junho de 1944, os Estados Unidos estabeleceram um recorde quando executou George Stinney, de apenas 14 anos, sendo a pessoa mais jovem a ser legalmente executada durante o século 20.

George foi condenado pelo assassinato de duas meninas, de oito e nove anos, que foram encontradas com ferimentos na cabeça em um buraco de lama em março de 1944. Elas foram pegas por George enquanto passeavam de bicicleta à procura de flores. George confessou o crime, foi julgado e condenado à morte na cadeira elétrica.

Lionel Tate – 1999

Uma menina de seis anos, Tiffany Eunick, foi deixada pela mãe sob os cuidados da babá Kathleen Grossett. A cuidadora a levou para a sua casa, deixando-a vendo TV com o seu filho de 12 anos, Lionel Tate. Em certo momento, ouviu alguns barulhos, mas apenas gritou para as crianças, achando que elas estavam brincando, sem verificar o que havia acontecido.

Apenas 45 minutos depois, Lionel chamou a sua mãe e disse que Tiffany não estava respirando. Ele afirmou que estava brincando de luta livre com ela, que havia batido a cabeça e morreu. Entretanto, uma das causas da morte foi uma lesão grave no fígado devido a uma pisada forte, além de diversos traumatismos e fraturas.

Lionel confessou mais tarde que saltou sobre a menina a partir da escada. Ele foi condenado à prisão perpétua sem direito a liberdade condicional em 2001, mas a sentença foi anulada com a alegação da defesa de que não foi concedida uma audiência sobre a competência mental de Tate. Ele foi libertado em 2004, com 10 anos de liberdade vigiada.

Eric Smith – agosto de 1993

Aos 13 anos, Eric Smith era constantemente intimidado por colegas de escola por causa de seus óculos de lentes grossas, sardas e cabelos ruivos. Mesmo não sendo motivo para um crime bárbaro, Eric descontou a sua fúria em um garotinho de quatro anos de idade chamado Derrick Robie. Eric andava de bicicleta, próximo a um parque infantil, quando avistou Derrick e o chamou para brincar num pequeno bosque próximo.

Lá, a pequena criança foi estrangulada, atingida com pedras na cabeça e sofreu violência sexual. Smith não soube explicar para a polícia sobre o que o levou a cometer tamanha barbaridade. Um psiquiatra diagnosticou Smith com transtorno explosivo intermitente, uma condição na qual uma pessoa não consegue controlar a raiva. Smith foi condenado à prisão, onde permanece até hoje com 33 anos.

Joshua Phillips – novembro de 1998

Joshua Phillips, na época com 14 anos, foi condenado pelo assassinato de uma menina de oito anos de sua vizinhança, em 1998. A vítima foi descoberta embaixo da cama do assassino pela mãe de Joshua, quando ela foi limpar o seu quarto. A menina estava desaparecida há sete dias, sendo que Joshua friamente se ofereceu como voluntário na comunidade, que convocou as pessoas para procurá-la.

De acordo com a polícia, ele a atingiu com um taco de baseball e depois a estrangulou com um fio de telefone em seu quarto, esfaqueando-a por fim com 11 punhaladas. Ele disse que o golpe com o taco foi acidental e ela começou a gritar, o que o levou aos outros incidentes que resultaram na morte. Joshua foi condenado por assassinato em primeiro grau e pegou prisão perpétua. Só não foi classificado para a pena de morte por ter menos de 16 anos na época.

E você, o que acha do tema?

 


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