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Conheça a história dos Verón, a maior família da história do futebol

 

De pai pra filho. Os Verón foram camisas 10 e craques em suas respectivas Libertadores da América.
De pai pra filho. Os Verón foram camisas 10 e craques em suas respectivas Libertadores da América.

 

Por Hugo Serelo.

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A história da família Verón parece enredo de filme de Hollywood. Daqueles que, de tão surreais, deixam o espectador irritado com os exageros. Trata-se de uma feitiçaria de dois bruxos.  La Bruja e La Brujita (O Bruxo e o Bruxinho).

Verón pai foi o craque campeão das Libertadores 68-69-70.
Verón pai foi o craque campeão das Libertadores 68-69-70.

Verón Pai – O Homem Libertadores

Juán Ramón Verón, iniciou sua carreira no Estudiantes De La Plata no ano de 1962. O meia canhoto era de baixa estatura e rapidamente se tornou dono da camisa 10 do clube platino. A forma como escondia a bola lhe rendeu o apelido de La Bruja (O Bruxo, em português).

Verón pai conseguiu ser o craque do time vencendo três Copas Libertadores consecutivas. Nos anos de 68-69-70, La Bruja conduziu títulos do torneio continental contra Palmeiras, Nacional e Peñarol.

O ponto máximo foi o gol contra o Manchester United que garantiu o Mundial de 68.

La Bruja encerrou a carreira em La Plata no ano de 81. O “Homem Libertadores” virou lenda com seus 544 jogos e consolidou-se como maior jogador da história do clube.

La Bruja atira e marca o gol da vitória contra o Manchester United em 68. Campeão Mundial.
La Bruja atira e marca o gol da vitória contra o Manchester United em 68. Campeão Mundial.

 

Verón Filho – A Continuação de um Legado

A história da segunda linhagem da Família Verón começa em 1994. Juán Sebastián Verón era fisicamente bem diferente do pai. Alto, destro e cadenciador, o jovem La Brujita (O Bruxinho) destacava-se tanto nas divisões de base do Estudiantes que rapidamente foi promovido ao profissional.

La Brujita, Cláudio Caniggia e Diego Maradona pelo Boca de 95.
La Brujita, Cláudio Caniggia e Diego Maradona pelo Boca de 95.

 

A situação financeira do clube era ruim e o clube amargava décadas com poucas conquistas. Diante disso, foi impossível segurar Verón contra o assédio do poderoso Boca Juniors de Maradona e Caniggia. La Brujita foi para o time da Bombonera e de lá rapidamente migrou para a Europa, onde vestiu as camisas de Manchester, Inter, Lazio, Parma e Chelsea.

Após uma carreira de glórias e duas Copas do Mundo, Verón decidiu voltar ao clube do pai no final de 2006. O Estudiantes encontrava-se numa forte crise financeira e o astro teve de se adaptar. O clube platino chegou à final da Copa Sul-Americana de 2008 e amargou um vice contra o Internacional.

A dor derrota fortaleceu o time, que chegou mais cascudo para a disputa da Libertadores 2009. O clube avançou com dificuldades até a final e com metade do elenco vendido. Mesmo assim, Verón foi o craque do time que conduziu a espetacular virada contra o gigantesco Cruzeiro dentro do Mineirão, por 2×1.

O quarto título da Família Verón na Libertadores recolocava um gigante no cenário internacional. O Estudiantes era mais uma vez o dono da América. Se La Bruja é o Pai da taça, La Brujita é, sem dúvidas, o filho da Libertadores.

Verón filho honrou a camisa 10 do pai e ergueu a taça em pleno Mineirão em 2009.
Verón filho honrou a camisa 10 do pai e ergueu a taça em pleno Mineirão em 2009.

 

Por toda a eternidade, a história do Estudiantes De La Plata será contada sob os pés da Família Verón. A herança genética de um DNA que forjou um clube e deixou assinatura na maior taça do continente.

A Coluna Tempo de Bola vai ao ar semanalmente e é um oferecimento da Divino Boi, churrasco delivery em Divinópolis pelo telefone e whatsapp: 9948 4266.


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