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Professores e servidores de Divinópolis aderem a greve da rede estadual

Profissionais de duas escolas entraram no movimento; Amanhã, (13), haverá assembleia da classe educadora juntamente ao sindicato, para decidir a participação de mais escolas na greve

Servidores de duas escolas da rede estadual de ensino em Divinópolis entraram na greve, por tempo indeterminado, a partir da última segunda, (10), tendo assim aderido ao movimento que já é presente em várias cidades de Minas Gerais.

Segundo informações do Sindicatos Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE-MG), a Escola Luiz de Melo Viana Sobrinho e a Antônio Olímpio de Moraes foram as que se juntaram à paralisação.

Escola Estadual Luiz de Melo Viana Sobrinho, no bairro Porto Velho, em Divinópolis.

Uma assembleia está prevista para amanhã, (13), na cidade, para discutir a adesão de outras unidades.

Reivindicações

De acordo com o SindUTE-MG, a categoria reivindica propostas de pagamento do piso salarial, o cumprimento do repasse de 25% da receita corrente líquida do estado para a educação, o que não teria sido cumprido no ano passado pelo governo de Romeu Zema (Novo), além de cobrar a quitação do 13º salário de 2019.

Os educadores também pedem a interrupção de políticas que, segundo o sindicato, dificultam o acesso à educação – como sistema de pré-matrículas online, plano de atendimento, fusão de turmas, demora na publicação das remoções e resolução de designação.

A greve foi convocada em assembleia feita na última semana em Belo Horizonte, com a presença de cerca de cinco mil pessoas.

O que diz a Secretaria de Educação

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação (SEE-MG), se posicionou sobre os pedidos da categoria.

“A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) informa que esta terça-feira (11/02) é dia letivo no calendário da rede estadual de ensino e que acompanha a adesão das unidades escolares da rede à paralisação das atividades convocada pelo sindicato que representa a categoria da educação”.

O texto também diz que:

“A SEE/MG respeita o direito constitucional de greve dos servidores da Educação do Estado e reitera que tem mantido um diálogo franco e aberto com representantes sindicais. Várias agendas foram realizadas, ao longo de 2019, com os representantes das entidades sindicais e do Governo do Estado nas quais assuntos da área da educação foram debatidos. A SEE/MG reforça que os canais de diálogos continuarão abertos para que as reivindicações da categoria possam ser apresentadas e debatidas.

A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) informa, também, que vem recebendo e dialogando com representantes dos sindicatos de todas as categorias. Até o momento, 70% dos servidores da Educação receberam o 13° salário integral. Para concluir o pagamento e pôr fim ao parcelamento de salários por seis meses, o Governo do Estado conta com a operação financeira do nióbio.

A Seplag informa ainda que a remuneração inicial na rede estadual é de R$ 2.135,64 para a carga horária vigente de 24 horas semanais. Considerando a proporcionalidade sobre o valor do vencimento básico, equivale a R$ 3.304,23 para uma jornada de 40 horas, atendendo à legislação nacional. Além disso, em 2019, foram aplicados em educação 25,32% da receita de tributos e impostos arrecadados, índice superior ao estabelecido pela Constituição Federal”.


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