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Dark se mostra completa do começo ao fim

Desenvolvimento e desfecho superaram a expectativa de fãs e críticos; A série de ficção científica de três temporadas discorre sobre paradoxos temporais

Vinícius Xavier

A série alemã Dark é uma das grandes provas do quão benéfica a estrutura global dos serviços de streaming pode ser para a descoberta e troca de cultura e conteúdo entre os mais diversos países. A produção, que estreou sua terceira e última temporada no sábado (27), aproveita de temas e fórmulas bem estruturada na TV americana e as leva a um primor técnico e visual impressionantes. A produção está entre as 10 mais vistas no ranking da Netflix brasileira e mundial.

 

 

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Sem enrolações, a série faz de seus três anos o espaço perfeito para apresentar seu mundo, fisgando a audiência; expandir as possibilidades a um extremo invejável; e, por fim, concluir de modo extremamente satisfatório tudo o que propôs.

Não que este caminho não tenha suas recompensas. Muito pelo contrário. Ao colocar grandes revelações no decorrer do caminho, enquanto ainda cria novas dúvidas na cabeça do público, Dark consegue cativar o espectador e instiga-lo a pensar e refletir junto com a trama. Para comprovar isto, basta ver o número de organogramas tentando entender as correlações de personagens e de anos, além das inúmeras piadas que circulam pela a internet.

Ao fim da segunda temporada, com mais um grande elemento sendo acrescentado à trama da série, o grande questionamento que restava era: como irão conseguir desenvolver todo um novo arco e ainda encerrar a série satisfatoriamente?

A resposta chega nos 8 últimos episódios que, com aproximadamente uma hora de duração cada, dão todo o tempo necessário para que tudo isso ocorra de maneira fluida e inteligente.

Os diretores e produtores sabem que tem um grande elenco na mão e se aproveitam disto para abusar dos longos planos-sequência e dos closes nos rostos, transparecendo cada emoção vivenciada pelos personagens, deixando que as interações e reações fluam naturalmente.

Apesar de acrescentar mais um fator na já confusa equação de viagens no tempo e espaço, toda a estética e tipografia ajudam a entender exatamente onde e quando se está. E, longe daqueles que a julgam como complexa, a série é bastante compreensiva com o público, explicando todo e cada conceito novo, sem inferiorizar a audiência.

Não que a cabeça não doa ao assistir alguns episódios. Pode ter certeza de que ela vai doer, sim. Principalmente ao se assistir à hora que inicia esta nova jornada e todo o conteúdo ali contido.

Mas depois de tantas horas investidas apenas para assistir os episódios, sem contar as incansáveis conversas e discussões sobre o tema, nada é melhor do que encontrar um final adequado à tamanha expectativa. E Dark entrega. Delicado e grandioso. Sutil e megalomaníaco. Profundo e comovente.

O desfecho é apenas parte da jornada e, aqui, segue a mesma tônica de toda a trama. Sabendo agradar os fãs, mas sem trata-lo como idiota. Conduzindo cada minuto de seu balé no tempo e espaço com a classe da dançarina que vê o fim da música se aproximando e sabe exatamente os passos que devem ser realizados. E os faz à perfeição.

A cena final da série só demonstra o esmero da produção em aparar todas as arestas e entregar um produto digno das melhores produções já vistas. Vale a pena conferir e fica aqui a recomendação, de um conteúdo de qualidade para se assistir.


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