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Sérgio Sette Camara mira reeleição no Galo

O mandatário alvinegro começou a fazer contratações de peso para o elenco e diretoria, visando aumentar sua popularidade e credibilidade no conselho e com a torcida atleticana

Sérgio Sette Câmara está no último ano de mandato no Atlético-MG. As eleições para o próximo triênio estão agendadas para a primeira quinzena de dezembro, e o mandatário ainda não definiu se será candidato à reeleição. A tendência, porém, é que isso aconteça. Em entrevista, Sérgio deu indícios de que participará do pleito para ser o comandante do Galo nos próximos três anos, ainda que deixe a decisão final para tal tema na reta final de 2020.

 

 

– Quem quer que ganhe a eleição, se for eu, e se eu sair para presidente, porque ainda não decidi. Acho que sou candidato à reeleição, mas é algo natural de se dizer. Reeleição é natural. Mas posso chegar no fim do ano e chegar: “Gente, não quero, obrigado, não estou a fim e quero abrir espaço para outro”. E quem ganhar vai ter o meu apoio, não importa quem for. Vou voltar para a arquibancada e torcer para o Atlético, normal. Com a consciência tranquila de quem tentou fazer o melhor. O importante é isso – disse.

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“O presidente não pode ser medido só pelos resultados em campo, mas também pela parte administrativa” – Sette Câmara, em entrevista à Rádio da Massa.

A disputa eleitoral deste ano promete ser agitada no Atlético. Ao contrário das últimas eleições, a tendência é que o pleito de 2020 tenha uma disputa forte, com uma oposição mais combativa. No atual cenário, há uma “rixa” nos bastidores entre Alexandre Kalil (ex-presidente e atual prefeito de BH, neste momento totalmente dedicado ao controle da pandemia do coronavírus) e Ricardo Guimarães (ex-presidente e um dos principais patrocinadores do Galo).

– Na verdade, a minha relação com o Felipe é tão grande que ele é meu médico. Foi ele que ajudou a me operar. Ele e o Otaviano que operaram meu tendão de aquiles. A questão extrapola o Atlético e eu não vou entrar nisso daí, porque não se refere a minha pessoa e nem ao clube. Indiscutivelmente, eu fiz de tudo para o Felipe ficar, tentei de movê-lo dessa decisão, mas foi uma decisão que ele tomou. Lamentei muito – disse.

Sette Câmara, que fez parte da gestão de Alexandre Kalil entre 2009 e 2014, e foi vice-presidente de Ricardo Guimarães no mandato do banqueiro, avaliou o atual cenário político do Galo, comentando, inclusive, a saída de Felipe Kalil, médico e filho do prefeito. Para o atual presidente, não há um “racha” político dentro do Galo.

– Se existe algum problema entre o Ricardo e o Alexandre… O que posso dizer é que eu os vejo como dois grandes atleticanos. É isso que eu sei dizer para você. E eu espero que, qualquer tipo de diferença que possa existir entre eles, não atinja o Atlético, como grandes atleticanos, eles não vão querer prejudicar o clube.

“Não tem essa história de lado. Eu vejo o Atlético com um lado só. O Atlético não tem um racha político. Existem algumas, digamos, lideranças e eu vejo salutar o processo democrático” frisou Sette.

Mandato anterior

Na eleição de 2017, Sérgio Sette Câmara sucedeu Daniel Nepomuceno, ex-vice de Kalil que preferiu não tentar a reeleição para mais três anos. O atual mandatário do clube derrotou o empresário Fabiano Lopes Ferreira. Fabiano chegou a atacar Sette Câmara nos primeiros anos de gestão. Entretanto, ambos se aproximaram e a empresa do conselheiro virou patrocinadora na camisa do Galo.

Em abril de 2019, Fabiano chegou a redigir uma carta pedindo a renúncia de Sette Câmara. Hoje, a aproximação dos dois é concreta. Diferente, entretanto, do que deve acontecer com Fred Couto. O engenheiro, que disputou eleição contra Kalil em 2011, era apoiador de Sérgio Sette Câmara, mas chegou a revelar ao jornal O Tempo que se sentiu excluído da gestão e virou, outra vez, oposição.

– O Fabiano foi o meu “ex adverso” da última eleição, chegou a fazer carta contra mim. Direito que ele tem. Mas o filho dele, o Fernando, conversou com a gente. E com espírito de construir pontes e não muralhas, atendi, negociamos bem. Eles tinham interesse de fazer negócio conosco. Um valor bem melhor do que recebíamos antes, da Universidade Brasil. E ali fechamos, e saí para almoçar com o Fabiano. O que também não implica dizer que ele não tenha legitimidade de se lançar candidato no final do ano, à presidência do Atlético. Mas tenho certeza que haverá uma linha de respeito. Até porque ele pôde me conhecer um pouco mais – afirmou Sette Câmara, à reportagem.

 


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