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“Mensalinho do Twitter”: entenda polêmica que envolveu influenciadores, MBL e o PT

Uma denúncia do Movimento Brasil Livre (MBL), apurada pela Folha de São Paulo, nesta segunda-feira (27), sobre uma agência que supostamente contratou influenciadores digitais para fazer propaganda do Partido dos Trabalhadores (PT) virou um dos assuntos mais comentados do dia na internet. Chamado de “Mensalinho do Twitter” internautas se dividiram entre postagens críticas e irônicas sobre a acusação.

Tudo começou, de fato, quando uma jornalista chamada Paula Holanda, militante de esquerda e influenciadora digital, postou algumas mensagens no twitter no último sábado (25) avisando que havia sido convidada a promover em seu perfil conteúdo do PT, em troca de dinheiro, por uma agência de marketing digital.

O problema é que a “influenciadora” decidiu fazer a declaração depois que recebeu demanda de outros candidatos petistas, além dos que ela apoiava, e se recusou a fazer as postagens. Com isso, o MBL tornou o assunto de conhecimento público, e viralizou a informação. Confira um vídeo do Movimento explicando sobre o assunto:

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Já a agência envolvida, encontrada pela Folha, fica em Minas Gerais e se chama Lajoy que informou que a demanda era de outra empresa, chamada Be Connected. E, de acordo com o jornal, esta última tem como dono o Rodrigo Queles Teixeira Cardoso, que também é assessor parlamentar do deputado Miguel Corrêa (PT-MG).

À Folha, ele disse que sua empresa repudia “a compra de apoio e fake news” e, em nota, respondeu que “extraímos inteligência, damos a visualização da rede de influência e correlação de assuntos de seus monitoramentos. O foco dessa ação é entender o público de esquerda e planejar ações para o momento oportuno”.

Porém, ainda segundo a Folha, depois de o assunto viralizar, outros influenciadores comentaram que também receberam a proposta, além de alegarem ter aceito o negócio e publicado propaganda velada, o que pela lei brasileira já é considerado crime (toda propaganda precisa ser sinalizada).

Isso por que os tuítes não informavam que eram pagos, nem exibiam qualquer informação sobre a empresa ou político que os contratou. Em redes sociais, a propaganda é só permitida no modelo de impulsionamento, em que candidatos, partidos e coligações contratam diretamente a rede social. A consequência para quem infringe a resolução é multa de até R$ 30 mil.


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