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Outro capítulo na busca por final feliz

Os adversários do Atlético neste Campeonato Brasileiro já aprenderam a receita para superar o Galo: aproveitar os espaços da marcação e, principalmente, se valer da instabilidade emocional da equipe mineira, que não consegue deslanchar. E esse desequilíbrio tem sido um obstáculo a mais, pois o time ainda tem que lidar com as pressões da diretoria e da torcida, tanto pelo investimento que foi feito quanto pelas atuações ruins e pela proximidade com a zona de rebaixamento. Querendo reagir e passar a brigar pelo G-6, o Galo encara a Ponte Preta neste domingo (27), às 16h, no Estádio Moisés Lucarelli, pela 22ª rodada da Série A, em busca do triunfo para reagir e não deixar, mais uma vez, que as suas fraquezas se transformem em combustível para os times rivais.

Até porque a Macaca, oponente deste domingo, quer se valer da má fase alvinegra para vencer, como avalia o meia Renato Cajá. “Eles não estão com a confiança lá em cima. É o momento certo de pegar essas equipes. Então, precisamos aproveitar a fase do Atlético e do São Paulo (próximo adversário). Precisa matar. São confrontos diretos, e temos que subir o quanto antes na tabela para trabalhar em paz na semana”, declarou o jogador.

Cientes disso, os jogadores do Galo sabem que não podem cometer os mesmos deslizes das últimas rodadas, o que pode ser fatal. Um revés, além de aumentar a pressão, pode colocar o time no Z-4, dependendo dos resultados da rodada.

O volante Adilson afirma que os treinos táticos de Rogério Micale têm sido fundamentais para a equipe fazer os ajustes necessários e retomar a confiança.

“São pequenos detalhes. Em muitos jogos, a gente não teve resultados positivos, empates, por falhas técnicas, táticas. É isso que estamos trabalhando para ajustar. Queremos retomar a confiança para fazer as coisas em campo com tranquilidade. Temos que saber o que tem que ser feito e fazer isso de maneira natural”, avalia o atleta.

O zagueiro e capitão Leonardo Silva acredita que o Galo tem que fazer um jogo perfeito para evitar que a Ponte consiga se aproveitar da instabilidade dos mineiros. “Temos que ter equilíbrio, procurar não errar. É fazer o chamado jogo perfeito e não dar essa arma para o adversário. É nos concentramos, procurar tirar a Ponte da zona de conforto e não deixar que eles consigam se aproveitar de algum ponto de desequilíbrio nosso”, analisa.

O técnico Rogério Micale diz que a equipe precisa usar a experiência de seus jogadores, ser competitiva e ter calma para buscar o melhor resultado no embate deste domingo em Campinas.

“Temos uma equipe madura. No jogo passado, contra o Fluminense, nosso time demonstrou essa maturidade, empatou e foi buscar a virada. Tomamos um gol no momento em que estávamos melhor. É manter isso, ter calma para jogar futebol, com equilíbrio, com competitividade, que o resultado vai ser construído em cima disso”, aponta o treinador.


Números

26 vezes se enfrentaram Atlético e Ponte Preta pelo Brasileirão

12 vitórias obteve o Galo, contra seis triunfos da Ponte e oito empates

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