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Ex-presidente do Divinópolis Clube é indiciado por corrupção ativa e por “embolsar” cerca de R$1 milhão dos cotistas

Segundo constatou o inquérito, Simonides Quadros teria desviado quase R$1 milhão nos dez anos em que foi gestor do espaço recreativo; Simonides também foi chefe de departamento de operações na Settrans, durante o mandato do ex-prefeito, Vladmir Azevedo (PSDB)

Depois de 24 meses de investigação, a Polícia Civil indiciou Simonides Quadros, ex-gestor do Divinópolis Clube, na gestão 2009-2012, por concluir que ele seria autor de corrupção ativa na instituição, num montante estimado em R$1 milhão, segundo o inquérito.

 

Conforme levantamentos apresentados pela delegada Adriene Lopes, num inquérito contendo cerca de 1,2 mil páginas, divididas em seis volumes, cada uma com 200, Simonides emitia notas “frias” e utilizava nomes de pessoas, como se fossem prestadoras de serviços na sede social do clube.
“Esse dinheiro foi depositado na conta particular do ex-presidente do Divinópolis Clube, bem como da filha dele”. Para compensar essas retiradas, ele fazia notas fiscais frias, descrevendo serviços de construção, como pedreiro, eletricista, encanador; serviços estes que nunca foram executados na sede campestre do clube”, explana.

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Uma das vítimas, de acordo com a delegada, é um idoso de 84 anos, que é aposentado por invalidez.

Para complementar a renda familiar, ele recolhe descartáveis recicláveis. O pensionista tentou conseguir o Benefício de Prestação Continuada (BPC), no Governo Federal, mas por conta do montante que estava levantado nos arquivos do órgão sobre o que ele teria recebido como funcionário do clube, a ajuda foi indeferida.

Adriene contou que não há provas contra outras pessoas que também poderiam ter participado do esquema de desvio de recursos do clube, apenas segundo ela, houve negligência de quem assinava os cheques com o ex-presidente.

“Não há provas contra outras pessoas, o que entendemos é que houve negligência. A filha do ex-presidente, em depoimento afirmou que ganhou do pai um carro, mesmo ela não dirigindo, e também um imóvel, todos dados a ela como presente. Soubemos também que o tesoureiro do clube, quem também assinava os cheques é cunhado do ex-presidente, no entanto não há provas da participação deles no esquema”, esclarece.

Simonides foi indiciado e responderá sobre os crimes de lavagem de dinheiro, apropriação indébita, estelionato e falsidade ideológica.

“O inquérito foi concluído após dois anos de investigação, há provas técnicas contábeis, provas testemunhais, depoimento das vítimas, que tiveram os nomes usados como “laranjas”, o caso vai para a Justiça para ser analisado pelo juiz e pela Promotoria”, conclui.

Simonides Quadros foi presidente do Divinópolis Clube por cerca de quase de dez anos. Ao sair do cargo em janeiro de 2018, foi percebido um grande rombo nas contas do clube.

Indignados, os novos administradores contrataram uma auditoria. O resultado da investigação apontou uma série de desvios.

Segundo inquérito, Simonides Quadros emitia notas frias, de modo que pudesse fraudar os serviços. Respectivamente, a verba relativa voltava ao acusado, por meio de contas bancárias, que foram monitoradas pelas autoridades.

Por um longo período, Simonides ocupou cargos de confiança superiores, durante o mandato do ex-prefeito Vladimir Azevedo (PSDB). O homem conduziu a Secretaria de Obras e a SETTRANS.

O tempo de comando de Simonides foi marcado por duras críticas, em relação  a qualidade dos serviços público prestado a população.

Sócios do Divinópolis Clube manifestaram revolta em redes sociais.  “Nada disso é novidade. Todos aqui já sabíamos das artimanhas do Simonides. O clube em sérias dificuldades e a família desse cara ostentando fortuna. Queremos que a polícia o prenda logo”, relatou Alice, moradora do bairro Bela Vista e sócia do Divinópolis Clube.

O que diz o acusado

Em depoimento na delegacia, Simonides nega veementemente todas as acusações contra ele.

A Polícia Civil desconfia de participações de outros envolvidos nas acusações, porém trabalha com sigilo. O caso segue em investigação também pelo Ministério Público.


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