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Técnica de psicanálise tem sido aliada no trabalho da Polícia Civil

Investigador graduado em psicologia usa método "Facts" para analisar comportamento de suspeitos e criminosos, nas reações das respectivas linguagens corporais deles

A Polícia Civil de Divinópolis tem ajudado na solução dos crimes de homicídio, por meio do uso de um método psicológico nomeado como “Fact”. Esse utensílio tem sido explorado na delegacia da cidade desde 2016, sendo uma das poucas instituições de Minas e do Brasil que recorrem a técnica.

De acordo com a PC, a resolução das investigações passou dos 80%, em casos de homicídio. O último caso solucionado foi o da criança Amanda Figueiras, de 6 anos.

O recurso se baseia em sete emoções: tristeza, alegria, nojo, desprezo, surpresa, medo e raiva. O método visa, por meio de análises de expressões corporais, sobretudo na região dos olhos, ajudar os investigadores a notar se a pessoa está falando ou não a verdade.

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O Investigador Wagner explicou como funciona o método. “Um trabalho que envolve ferramentas científicas como o Facts, que a gente utiliza para perceber as microexpressões faciais durante e depois do interrogatório com o material que foi gravado. São pequenas expressões involuntárias. Quanto mais tentar esconder as emoções, mais facilmente elas vão aparecer no rosto. Ela pode dizer que está com raiva, mas estar feliz. Ou dizer que estar feliz, e estar com desprezo. Isso aparece claramente nas microexpressões”, explicou.

Ele ainda ressaltou que passa dias em frente ao computador analisando detalhes. “Durante o interrogatório eu faço essa análise. Pego pontos mais importantes de tudo que foi gravado e depois análise no computador para fazer a análise final. Cheguei a ficar dias no computador, com interrogatório de 6 a 12 horas”, disse.

O recurso colaborou na solução do caso do homicídio de Amanda. Nas diligências da investigação, cinco pessoas foram levadas à Depol, por serem suspeitas de cometer o crime. Wagner se reuniu com os suspeitos e começou a utilizar o método para aferir o grau de veracidade e sensibilização de cada um, durante os depoimentos.

Sarah Araújo, de 38 anos, manifestou uma microexpressão que levantou suspeita do investigador. Ele a chamou separadamente, após ela ter deposto. Em meio ao interrogatório, Sarah confessou ter corroborado no crime e relatou ter agido de tal forma, para se vingar da mãe de Amanda.

“Durante a madrugada, próximo do momento do crime, estas quatro pessoas estavam na sala. Ao dialogar com elas, três pessoas demonstraram medo ou tristeza. A suspeita uma expressão de desprezo em relação à criança. Foi o suficiente para separá-la dos outros e começar o interrogatório mais profundo”, ressaltou o investigador.

O Delegado da Polícia Civil, Leonardo Pio, enfatizou que essa técnica otimizado a resolução dos crimes de homicídio. “A média é maior que a nacional. É uma solução substancial dos homicídios na cidade. Se comparado com o mesmo período do ano passado é superior a 30%. Um conjunto de fatores: viabilização de recursos, aparatos logísticos e tecnológico para as equipes, que elas tenham condição de trabalhar e capacitação dos servidores, como o Wagner”, enfatizou.


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