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Promessa pros outros rezarem

Após discussão e sinalização positiva da emenda sugerida pela edil Janete Aparecida, a Câmara aprovou a redução salarial de 25% dos vereadores - mas só para a próxima legislatura (2021-2024)

Vinícius Xavier

Depois da maioria dos parlamentares esvaziarem o plenário a pedido do vereador Renato Ferreira na 4ª Reunião Extraordinária, realizada na última quinta, (23), a tão especulada proposição de redução salarial foi adiada com a promessa de ter uma resolução imediata.

Convocada para hoje, (27), ocorreu então a 5ª Reunião Extraordinária do ano na Casa Legislativa com o objetivo de encerrar por hora as tratativas do PL CM 20/2020 – que a início previa a redução salarial de atuais R$12.000 de cada vereador, para um salário mínimo, que equivale a R$1.045 e passaria a valer para a próxima legislatura, no período 2021-2024. Confira na íntegra abaixo.

 

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Com polêmica tensionada e embates acirrados entre os edis, foi colocada em discussão uma emenda no 9° parágrafo da proposta, ainda na semana passada, por intermédio e autoria de Janete Aparecida, que propôs uma redução de 25% dos vencimentos – o que iria trazer os ordenados dos agentes para a casa dos R$9.000 mensais. A proposição já havia sido votada e aprovada na última reunião.

No encontro desta segunda então, após discussão, o PL aprovado por 13 votos, com exceção do presidente da Casa, Rodrigo Kaboja (PSD) – que não pode votar, além das negativas dos vereadores Dr. Delano (MDB), Matheus Costa (Cidadania) e Carlos Eduardo Magalhães (Republicanos). Róger Viegas que também era contrário anteriormente, dessa vez votou favorável.

 

 

“Gostaria de justificar que desde o início do meu mandato, sempre fui favorável a redução dos salários e hoje, contrário da semana passada, votei a favor do PL, porque entendo que o momento é propício, porém gostaria que a diminuição dos ordenados tivesse uma porcentagem maior, na ordem dos 50% e começasse a valer para agora.” justificou Viegas.

 

 

Primeiro a solicitar justificação do voto, o edil Zé Luiz da Farmácia explanou a aprovação. “Votei a favor, porque entendo que as(os) pré candidatas (os), não podem ser punidos por nós, se tivéssemos cerceados a estes o direito da vereança pelos devidos vencimentos. Quando eleitas (os), eles/elas decidam no futuro e proponham quanto deverão receber, pois terão autonomia para isso.”

 

 

Num tom mais agressivo e com postura de cobrança, o vereador Dr. Delano, que não esteve presente no último encontro devido a suspeita de contaminação do novo coronavírus, parabenizou a Mesa Diretora por apresentar a proposta original e desabafou. “Eu estou entalado com o que tenho visto aqui. Há oito anos venho vendo gente entrando aqui dentro, sem estudo, sem preparo…sem a menor condição de estar onde está. Eu mesmo, tenho abrindo mão de deixar meu consultório aberto em tempo integral. Poderia estar ganhando R$32.000 mensais lá, ao invés de R$8.000. Fiz isso porque tinha pretensão de chegar ao Executivo, mas pelo meu partido não vou conseguir, porque lá já tem cacifes e candidato pra tal. Estudei e me preparei pra exercer minha profissão. Coisa que não é preciso pra estar aqui. Qualquer um pode ser vereador. Quero parabenizar a Mesa Diretora por apresentar a proposta do salário mínimo, pois é com esse montante que milhões de brasileiros sustentam suas casas, inclusive as secretárias da minha clínica.” vociferou o edil, em justificativa do voto negativo.

 

 

O parlamentar Matheus Costa, em gestual e falas mais amenas em comparação a 4ª Reunião, justificou seu voto negativo e também aproveitou para cobrar de Rodrigo Kaboja a reabertura das atividades da Câmara, além de trazer secretários, vice e Prefeito para prestar contas do que tem sido feito na cidade. “Sr. presidente, gostaria de me dirigir a você respeitosamente para dizer que votei contrário ao projeto da vereadora Janete, porque entendo que poderíamos estar fazendo imediatamente uma economia maior e não promessas para os próximos rezarem. Sempre votamos contra a maioria do que a situação propôs, e, agora, as pressas, querem negociar com a gente essa pauta salarial? Teve vereador que há mais de um ano que estou aqui e nunca falou comigo, mas só no fim de semana passado me ligou seis vezes. Quero aproveitar também pra cobrar que o Sr. reabra a Câmara para começar os trabalhos normais, porque o trabalhador divinopolitano, mesmo que escalonado, já começou a voltar hoje. Aproveito também pra solicitar que nós trazemos aqui os secretários, vice – que a gente sabe que já rompeu e está isolado há três anos, e o prefeito, pra prestar contas pra população. Tem pastas aí que não tem nada a ver com a Saúde e já está afastado tem mais de 40 dias. Por que?” questionou Matheus.

 

 

Em resposta ao edil, Kaboja disse que os servidores da Câmara estão de férias coletivas até 30 de abril e irão permanecer assim até esgotarem o prazo. Em seguida, o parlamentar Cézar Tarzan, que vou a favor da emenda e do PL 20/2020, indagou Matheus Costa sobre quem seria as pessoas que estariam o pressionando. “Meu caro Matheus, gostaria de saber quem foi as pessoas que te pressionaram. Pra ficar transparente, nos fale nomes. Quem te ligou seis vezes? Você recebeu algum benefício pra votar contra o projeto? Deixo aqui meu parabéns a vereadora Janete Aparecida, que com coragem apresentou esse projeto.” encerrou, Tarzan.

 

 

Autora da emenda da redução em 25% dos salários dos vereadores, Janete Aparecida agradeceu os votos que a acompanharam e pediu celeridade ao presidente Rodrigo Kaboja, no projeto que, segundo ela, está com a Mesa Diretora, para que a redução passe a valer ainda para os próximos meses e não só para a próxima legislatura. “Quero agradecer aos colegas que votaram pela aprovação da minha emenda e endosso o pedido ao Sr. presidente que dê celeridade no projeto que apresentei na semana passada, para que a redução dos salários aconteça ainda nesse período, para os próximos meses. Mas não só dos nossos ordenados, como também dos secretários municipais, do vice e do prefeito.” pediu Janete.

 

 

Derrotar, antes de encerrar a 5ª Reunião Extraordinária, o parlamentar Rodrigo Kaboja, presidente da atual legislatura, se dirigiu a Janete e disse que muitas outras medidas drásticas virão, não só para os agentes políticos, como também para mais de 6.000 servidores, que poderão ter salários alterados, segundo o edil. “Parabenizo aqui a vereadora Janete Aparecida, pela aprovação do projeto, mas vocês podem aguardar, que brevemente estarei trazendo nesta Casa muitas medidas drásticas em enfrentamento a mais de 6.000 servidores municipais.” finalizou.


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