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Sem o que celebrar

Centenário do Cruzeiro vale mais pelo passado, do que pelo atual momento

 Sem o que celebrar Centenário do Cruzeiro vale mais pelo passado, do que pelo atual momento

O Cruzeiro Esporte Clube, outrora Yale e depois Sociedade Palestra Itália, celebrou no último sábado (02/01), 100 anos de sua criação e emancipação. Porém, as festividades da data histórica ficaram mais comedidas, não só pela pandemia do Novo Coronavírus, mas, principalmente, pelo atual momento que a instituição celeste está emergida desde o início da crise política-administrativa.

Instaurada em maio de 2019 após revelações jornalísticas de esquemas de corrupção na base e na Sede do Barro Preto, a Raposa declinou e caiu para a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro pela primeira vez. O objetivo maior era subir imediatamente, porém o estrago foi grande demais para ser remediado. Itair Machado, Serginho Alterosa e Wagner Pires de Sá ainda aguardam os trâmites das investigações do Ministério Público que já sinalizou os delitos as autoridades.

Não tendo aprendido com os erros, em 2020, os gestores azul estrelados insistiram em falhas recentes e voltaram a cometer deslizes. Três trocas de técnicos em um curto espaço de tempo e um mal planejamento custaram caro. Adilson Batista, Enderson Moreira e Ney Franco não conseguiram tirar o que havia de melhor na Enseada das Garças.

Não fosse o apoio do mecena Pedro Lourenço em bancar a vinda de Felipão – que obteve um bom aproveitamento desde sua chegada, o clube poderia até estar pior, uma vez que na sua chegada, o Cruzeiro se não encontrava na zona de rebaixamento da Série B. Melhor para a torcida e dirigentes rivais, do Atlético, que não tem perdoado a péssima fase do time doutro lado da Lagoa da Pampulha.

 

Mineirão é iluminado com as cores da essência italiana e tem o gramado contornado de azul, cor já tradicional do Cruzeiro. Foto: Reprodução/Mineirão

 

Após o empate com o Cuiabá em 0 a 0 no último dia 29/12 e com os resultados da rodada, o Cruzeiro ficou com 41 pontos. Dez de diferença para o grupo de acesso à Série A. Agora precisa vencer todos os seus jogos e torcer por tropeços dos clubes acima, o que já é visto como uma missão quase impossível na comissão técnica, diretoria, elenco e presidência.

As perguntas que ficam da parte da torcida cruzeirense são muitas. O time não conseguiu subir de primeira. Nada garante que irá conseguir subir na próxima temporada. Nem mesmo uma eventual manutenção de peças e reforços pontuais, haja vista que haverá diminuição de receitas, salários e dívidas a serem pagas e desafios mais complicados com o rebaixamento dos clubes de tradição da série A.

O passado é de glórias. Seis Copas do Brasil, quatro títulos do Brasileiro, duas Libertadores e tantos outros troféus. Porém as taças não entram em campo nessas horas. Se um dia a Raposa teve Raul, Tostão, Joãozinho, Piazza, Palhinha, Dirceu Lopes e tantos outros craques lendários, em 2021 a ascensão celeste depende de Fábio, Sóbis e mais nove.

Foto de capa: Arte/Reprodução – Site torcedores.com

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Vinicius Xavier

Vinicius Xavier

Vinícius Xavier é formado em Comunicação Social/Jornalismo, pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) - Unidade Divinópolis. Está graduando o curso de Letras também na UEMG.

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